Parece que o futebol brasileiro enfrenta uma infinidade de violações das regras. Sob esta premissa, o Ministério Público de Goiás, iniciou e rapidamente avançou uma operação para levar os autores de tais infrações à justiça e consequente punição. Há pouco tempo, 16 jogadores foram acusados de colaborar com um sindicato do crime para manipular jogos da Série A e da Série B. Foi a primeira onda de um terremoto que levou as melhores casas de apostas a mudar seus preços para compensar. Os efeitos do novo incidente ainda não foram vistos.
Mais 2 jogadores envolvidos
Fernando Cesconetto é o procurador responsável pela Operação Pena Máxima. Embora ainda não seja oficial, de alguma forma os vídeos das entrevistas chegaram ao portal do Uol (Universidade de Londres). Nesses vídeos, o lateral-esquerdo da Juventud Moraes (Onitlasi Júnior de Moraes Rodrigues), e o zagueiro Kevin Lomónaco, do Red Bull Bragantino, parecem estar admitindo que foram pagos para manipular resultados de três partidas.
Moraes confessou ter recebido R$25 mil por cartão amarelo nas partidas contra Palmeiras e Goiás. Como motivo de sua ação, ele disse que precisava do dinheiro. Lomónaco também confessou que aceitou receber a quantia de R$70 mil por cartão amarelo na partida contra o América-MG. No entanto, ele recebeu apenas R$30 mil. Ao ser perguntado por que fez isso, ele alegou que não sabia que era crime.
Quem e o que a Operação Pênalti Máximo está investigando
Um total de oito partidas da temporada de 2022 foram colocadas sob o escopo da investigação por suspeitas de manipulação. Estas são:
- Palmeiras vs Juventude
- Ceará vs Cuiabá
- Botafogo vs Santos
- Juventude vs Fortaleza
- Red Bull Bragantino vs América-MG
- Palmeiras vs Cuiabá
- Goiás vs Juventude
- Santos vs Avaí
Até agora, os seguintes jogadores já foram indiciados:
- Vitor Mendes (Fluminense)
- Nino Paraíba (América-MG)
- Kevin Lomonaco (Red Bull Bragantino)
- Nikolas Farias (Novo Hamburgo)
- Nathan (Grêmio)
- Bryan García (Athletico-PR)
- Richard (Cruzeiro)
- Dadá Belmonte (América-MG)
- Moraes Jr. (Juventude)
- Jarro Pedroso (Inter de Santa Maria)
- Pedrinho (Athletico-PR)
Nenhuma acusação foi feita ainda; no entanto, os seguintes jogadores ainda estão sob investigação:
- Eduardo Bauermann (Santos)
- Victor Ramos (Chapecoense)
- Paulo Miranda (Náutico)
- Matheus Gomes (Sergipe)
- Gabriel Tota (Ypiranga-RS)
- Igor Cariús (Sport)
- Fernando Neto (São Bernardo)
O nome do jogador do Palmeiras, Gabriel Menino também foi mencionado na investigação. No entanto, em seu caso, ele apresentou uma queixa-crime no Ministério da Justiça contra todos os responsáveis pelas denúncias, fornecendo provas de que o incidente específico que as denúncias apontam não foi resultado de manipulação de resultados, mas uma jogada praticada nos campos de treinamento da equipe dele.
As repercussões políticas
As conclusões da investigação aceleraram a aprovação e implementação de uma nova Lei Geral do Esporte (PL 1.825/2022) que já havia sido submetida ao Senado brasileiro, na tentativa de minimizar violações como manipulação de resultados. No entanto, como também houve infrações ao regulamento das apostas, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) escreveu e pressionou pela aprovação e efetivação de uma nova legislação (PL 845/2023) para uma melhor e mais eficiente regulamentação da indústria de apostas no país.
Um campeonato maculado é sempre motivo de preocupação para os torcedores. No entanto, pode-se argumentar que, por sua devoção às suas equipes, tais infrações podem não ser um grande problema, se levarem ao sucesso da equipe que eles torcem. Porém, os apostadores mais imparciais, que precisam apenas investir seu dinheiro e lucrar, precisam saber que quando registram-se numa conta na melhor plataforma de apostas, eles não correm o risco de suas apostas serem influenciadas por manipulação de resultados dessa magnitude. E eles esperam, como todos nós, que as novas leis realmente resolvam o problema.